11 de maio de 2017

A educação vem de casa

Hoje fui com o Mini à consulta de pediatria no Hospital de Braga. Próximo das 11h15 chegaram umas voluntárias, muito simpáticas com uma mochila com blocos, livros, e material de desenho. O Mini mal as viu, embora um pouco envergonhado, foi para ao pé delas. Escolheu os blocos e ali ficou a fazer montagens, todo feliz.
Passados alguns minutos chegou uma menina com os avós. As voluntárias convidaram-na logo para a mesa, mas a menina nem lhes falou, ignorou-as. Pode-se pensar que seria vergonha, mas achei estranha e rude a reação da criança. A avó em pé, nada disse e olhava de lado para as voluntárias. Alguns segundos depois a senhora vai fazer o chek-in para a consulta da neta e a coisa descamba. A funcionária de forma educada pede-lhe o cartão de identificação da neta. Ela, de forma rude, dá-lhe a sua carta de condução. Começa a mandar vir que tinham que saber os dados da menina, sem dizer o nome, sem qualquer informação. A funcionária pede-lhe o nome da criança, de forma pouco percetível diz. A funcionária pede de forma educada para repetir. Repete mas a discutir. Pede-lhe a data de nascimento da criança e a senhora (agora percebo porque a criança tinha ar de tão mal educada) começa a dizer que se não quer trabalhar que vá para casa; que ela que não está ali para lhe dar dinheiro a ganhar; que não pagará nada (as consultas de pediatria no hospital são gratuitas!), e mais mil impropérios desnecessários que me fez pensar: "a educação vem da casa".
Que pessoas tão brutas e tão fracas de espírito, como poderia a criança ser diferente?

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